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25 poemas de dores e amores

12.90

25 poemas de dores e amores

12.90

de António Lúcio Vieira

O autor é, nas palavras de Pedro Barroso, “um poeta maior”. Contudo, “a vida nunca lhe outorgou o mérito e o proveito, nem os privilégios de arautos ou arengadas panaches das passadeiras do celestial encanto. Nem os prémios nem os respeitos e dividendos. Frágil cultura – ingrata lavoura, a das palavras. Tenho para mim que tudo na vida lhe foi difícil. E que desse cinzento amargo da sua própria cinza ele soube erguer uma poesia de culto e de excelência, forte e sabia como punhos e cometas, gritando essa injustiça nas entrelinhas da sua paixão, de raivas e delírios construída.”

Descrição

O autor é, nas palavras de Pedro Barroso, “um poeta maior”. Contudo, “a vida nunca lhe outorgou o mérito e o proveito, nem os privilégios de arautos ou arengadas panaches das passadeiras do celestial encanto. Nem os prémios nem os respeitos e dividendos. Frágil cultura – ingrata lavoura, a das palavras. Tenho para mim que tudo na vida lhe foi difícil. E que desse cinzento amargo da sua própria cinza ele soube erguer uma poesia de culto e de excelência, forte e sabia como punhos e cometas, gritando essa injustiça nas entrelinhas da sua paixão, de raivas e delírios construída.”

“Não se consagra entre nós o merecedor mas o eleito. Nunca o profundo, mas o supérfluo. Nunca o sensível, mas o frívolo. E neste quarto escuro vivem atirados os poetas do limbo da eternidade. Talvez destinados a serem descobertos para lá da sua vida, no grito planetário da catedral do tempo que há-de vir. Apetece por vezes gritar na rua. Os poetas maiores são sempre os que não vêm no manual da celebração, porque toda a sua celebração é profunda e esplendidamente interior. Não está no alcance imediato da primeira esquina. Exige argumentos de saber, ternura e atenção. Não colhe maresia e flores campestres em rima de pé quebrado. Fala da raiva do viver e da cortina maior de cavar a terra do preconceito e da mudança. Grita paixão e de certo modo, angústia de não ser. Medo talvez de tudo acabar assim. Nestes poemas há uma força acusatória imensa na proporção exacta dessa jactância dos reguladores de um mediatismo que ele nunca soube ter. Apesar de ser o tal poeta maior.”
In Prefácio de Pedro Barroso

António Lúcio Vieira

Poeta, dramaturgo, encenador, argumentista, investigador, letrista, contista, jornalista. Uma vida inteira dedicada à arte da escrita, na forma de poemas, contos, artigos de jornal, diálogos para teatro e cinema ou letras de canções. Foi redactor principal no semanário O Almonda, de Torres Novas, e colaborou, ao longo dos anos, com vários meios de comunicação social, a nível nacional. Publicou o primeiro livro de poesia em 1974 (En Volvimento, ed. Autor), a que se juntaram uma dezena de outras edições, ao longo dos anos, desde a área do teatro (como a premiada peça Aldeiabrava, Ed. Fotograma) aos contos (Contos das Terras d’Água, Ed. Vieira da Silva). Em 1997 foi distinguido pela Casa do Ribatejo com os diplomas de Mérito e de Louvor e, em 2015, recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Cultural do Município de Alcanena, de onde é natural. Reside em Torres Novas, cidade onde preserva sólidas amizades e que tomou como sua desde os tempos de liceu. Membro da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, venceu em 2017 o Prémio Literário Médio Tejo Edições, na categoria de Poesia, com o conjunto de poemas inéditos revelados neste livro.

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