A esquina do tempo

21.20

de Jorge M. Fazenda

Prémio Literário do Médio Tejo / Romance

“Nos cenários de um Portugal pré e pós-revolução, o autor recorre aos cambiantes estilísticos necessários para nos apresentar, em duas épocas distintas, e em narrativas paralelas – que se completam – cenários e personagens, traição, urgência e justiça. Ingredientes distintos que se demarcam da banalidade, ao mesmo tempo que conferem ao enredo uma simplicidade e uma densidade que nos desarmam e nos agarram, logo a partir da primeira página.Assente numa escrita elegante, limpa e séria, mas com notas de um humor subtil e até um certo tom divertido que, a espaços, rompe com a gravidade da narrativa, este é um romance vertido da memória e do valor da amizade, pilares desta história.
A Esquina do Tempo reporta-nos para um passado recente que não deixa de ter a atualidade necessária para nos seduzir e com ele fazermos parte de um desenlace desejado.”
Margarida Teodora Trindade, na deliberação do júri na 3ª edição do Prémio Literário do Médio Tejo

Descrição

Prémio Literário do Médio Tejo / Romance

“Nos cenários de um Portugal pré e pós-revolução, o autor recorre aos cambiantes estilísticos necessários para nos apresentar, em duas épocas distintas, e em narrativas paralelas – que se completam – cenários e personagens, traição, urgência e justiça. Ingredientes distintos que se demarcam da banalidade, ao mesmo tempo que conferem ao enredo uma simplicidade e uma densidade que nos desarmam e nos agarram, logo a partir da primeira página.Assente numa escrita elegante, limpa e séria, mas com notas de um humor subtil e até um certo tom divertido que, a espaços, rompe com a gravidade da narrativa, este é um romance vertido da memória e do valor da amizade, pilares desta história.
A Esquina do Tempo reporta-nos para um passado recente que não deixa de ter a atualidade necessária para nos seduzir e com ele fazermos parte de um desenlace desejado.”
Margarida Teodora Trindade, na deliberação do júri na 3ª edição do Prémio Literário do Médio Tejo

Jorge M. Fazenda
Nasci à beira do Tejo. Alcântara foi o berço. A rua o parque de diversões. O tempo dos comboios puxados por potentes máquinas a vapor, enquanto no rio deslizavam fragatas. O leite, o pão e a água de Caneças vendiam-se porta a porta. O vinho bombeado para a taberna do meu avô. Canastras de peixe nos passeios, os santos populares em pátios de cantigas e bailaricos, a sopa dos pobres na rua da Cozinha Económica, o intenso cheiro a sabão vindo dos armazéns da Cuf, misturado com o aroma adocicado das bolachas da Nacional. Este era o meu mundo, a minha rua.O meu pai apresentou-me ali mesmo Almada Negreiros e eu parti da Gare Marítima na nau Catrineta. Também naveguei no Vera Cruz e como conto neste livro, assisti à chegado do Santa Maria como símbolo de um país cujo dono se chamava Salazar.
Joguei a bola com o Germano, o Matateu, o Carlos Gomes e o Marinho. No meu clube de sempre : O Atlético.

No Liceu D. João de Castro fiz amigos para a vida. Jantamos todos os meses. É para eles e por eles que escrevi este livro. Pela amizade que sempre nos uniu.
Hoje perco-me num pequeno povoado no coração do Ribatejo: Alcorochel. Terra de corujas. Novos desafios, novos amigos, um destino a cumprir-se. E escrevo e pinto e continuo a sonhar. Este livro e o prémio que recebi testemunham a feliz caminhada que a vida me ofereceu.
Sinto-me abençoado e estou grato.

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